Como cobrar pelos seus trabalhos

Olá pessoal, neste post vou falar sobre uma das maiores dúvidas de um designer que começa a trabalhar como freelancer, como cobrar pelo seu trabalho? Fique a vontade para assistir ao vídeo ou ler o texto abaixo, o conteúdo é o mesmo.

Uma insegurança comum entre os profissionais que começam a trabalhar como freelancer é, quanto cobrar por um trabalho, sempre dá aquele medo de cobrar muito caro e perder o trabalho, ou cobrar muito barato e sair perdendo.

Cobrar por um trabalho realmente não é fácil, pois preço, apesar de ser um número, não é algo muito exato, um mesmo trabalho pode ser cobrado com valores variados por diferentes profissionais, dependendo da experiência, nome no mercado, ou até mesmo cidade onde mora, mas então, como cobrar pelo seu trabalho?

Existem algumas tabelas, como a tabela da ADEGRAF, que existe para te auxiliar a encontrar um preço para seu serviço como designer gráfico, o legal da tabela mais atual que eles liberaram, que vale para o ano de 2016 a 2018, é que eles incluíram a modalidade Microempreendedor Individual, que é a modalidade que se encontra a grande maioria dos freelancers, que trabalham sozinhos e são formais, como é o meu caso. Você pode acessar esta tabela clicando aqui, para você ter uma referência dos preços que estão sendo praticados do mercado.

Mas lembre-se, estas tabelas são apenas uma referência, uma base, para você ter uma ideia se seu preço não está muito fora da realidade.

Existem algumas variáveis quando você vai formular o seu preço, uma delas é o seu cliente, aqui cabe o seu bom senso como profissional, um exemplo clássico é quanto cobrar por um logo, você tem que entender qual tipo de cliente você está atendendo, você não pode cobrar o mesmo preço de um amigo seu que está começando um pequeno comércio agora, do preço que irá cobrar de uma grande empresa, é a lei que já ensinada há muitos anos pelo mestre Chaves, depende da cara do freguês.

É claro que o trabalho que você vai fazer para cada um desses clientes não é o mesmo, para uma grande empresa você vai criar uma identidade visual completa, fazer pesquisa, buscar referências e para um pequeno comerciante, o que ele quer são só alguns modelos para ele escolher, imprimir alguns cartões e um banner e começar a trabalhar. O Walter Mattos, que é um designer especialista em criação de marcas, que inclusive tem um canal excelente no YouYube, uma vez estava ouvindo ele dizer em um podcast chamado Aparelho Elétrico , o Walter estava descrevendo como é o processo dele de criação de uma marca, ele passa muito tempo pesquisando, demora várias semanas até apresentar o projeto para o cliente, quando você acha que custa para ele fazer um trabalho que leva este tempo todo? Isso não quer dizer também que para um cliente pequeno eu vou fazer um trabalho relaxado, mas aquele seu amigo que está iniciando um pequeno comércio, não precisa de um manual de identidade visual, ele só quer um logo simples, para dar uma cara para a empresa dele e começar a trabalhar. Ai você pode me dizer “não quero cobrar tão barato assim por um logo”, mas o fato é que existe este tipo de cliente que não vai pagar mais de R$200 por um logo, cabe a você escolher o seu posicionamento, você vai fazer 10 logos a R$200 em um mês, ou uma identidade visual a R$2000, que você vai demorar um mês pra fazer? Você tem que escolher, analisar a demanda na sua cidade, que tipo de trabalho você faz melhor, ou gosta mais de fazer.

Existem designers que trabalham criando grandes impressos para empresas, folders, revistas e existem designers que ganham dinheiro só trabalhando com revenda de cartão de visita e pequenos impressos, é o mesmo caso, você tem que escolher o seu posicionamento.

Agora falando sobre a formação de preço na prática, a forma como eu faço é estimando quanto tempo em média vou demorar para realizar um trabalho, mas para isso você precisa saber quanto custa a sua hora de trabalho, o seu dia e o seu mês, é bom ter isso bem claro, para você formar o seu preço, como você faz isso?

Primeira coisa você tem que relacionar todos os seus gastos, é legal você ter uma planilha com tudo isso anotado, ou o método que você acha melhor, nem que seja numa folha de papel, mas é importante você ter isso claro, para não se prender financeiramente e para formar o seu preço com mais facilidade.

Então vamos a um exemplo, vamos imaginar um designer de 20 anos, em início de carreira, que mora com os pais e trabalha em casa, ele tem alguns gastos normais da profissão e ajuda a pagar algumas contas em casa, fiz esta planilha simulando todos os gastos dele para conseguir chegar aos seguintes valores:
Custo Mensal R$2.160,00
Custo do dia R$98,18
Custo da hora R$12,27

Obs.: No vídeo eu explico item por item e a importância de cada um deles.

Você pode baixar esta planilha, substituir os custos do João, pelos seus e assim chegar a uma estimativa da sua hora de trabalho.

É importante você saber que estes valores não são para serem seguidos a risca, para você colocar um cronômetro, ver quanto tempo demorou para fazer o trabalho e falar o preço para o cliente, é só uma estimativa, com o tempo você vai aprendendo quanto tempo em média você demora para cada tipo de trabalho, considerando também as alterações, tempos em reuniões, trocando e-mail, tudo, todo o tempo que te tomou fazer aquele projeto do início ao fim.

Outra coisa, você não pode se penalizar por trabalhar rápido, se amanhã você investir em um computador melhor, em uma internet mais rápida, ganhar experiência, conhecimento nos softwares e passar a trabalhar mais rápido, isso não significa que você deve ganhar menos, por ser um profissional melhor e mais eficiente, pelo contrário, agora você pode atender mais clientes e ganhar mais dinheiro, ou até cobrar mais por ter este diferencial de entregar as coisas rápido, entende? A tabela da ADEGRAF, planilhas para definir sua hora de trabalho, não são uma regra, são uma referência, o preço é algo muito pessoal e você deve considerar todos estes fatores ditos neste vídeo para formar o seu.

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